Resumos 9º Ano - 3º Teste

Centro de gravidade e equilíbrio dos corpos

Como determinar o centro de gravidade de um corpo?

O centro de gravidade de um corpo é o ponto característico desse ponto, no qual se considera exercido o peso do corpo.

Nos corpos regulares e homogéneos, o centro de gravidade está situado no centro geométrico do corpo.


No caso de corpos com forma irregular, pode-se determinar o seu centro de gravidade pendurando o corpo por três extremidades diferentes e verificando o prolongamento da linha que contém o fio. No cruzamento dos três prolongamentos está o centro de gravidade.
Para que um corpo se encontre em equilíbrio, é necessário que a vertical que passa pelo seu centro de gravidade caia dentro área da sua base de sustentação.


Importante!!!!

Um corpo terá tanto mais equilíbrio (estabilidade) quanto mais baixo estiver o seu centro de gravidade e quanto maior for a área da sua base de sustentação.

O equilíbrio dos corpos apoiados, depende da área da base de sustentação e da posição do centro de gravidade em relação à base de sustentação.

O equilíbrio pode ser estável, instável e indiferente.


Elementos básicos de um circuito eléctrico

Fonte de Energia – Fornece energia ao circuito.

Fios Condutores – conduzem a corrente eléctrica.

Receptores – recebem a energia eléctrica e transformam-na noutro tipo de energia.

Interruptores – permitem interromper a passagem de corrente no circuito.

Aparelhos de medida –
medem grandezas.


Formas de representar esquematicamente os elementos de um circuito eléctrico



Esquema de um circuito


Sentido real/convencional

Montagem de um circuito em série



Desvantagens de um circuito em série:


1 – Se uma lâmpada funde o circuito é interrompido e as outras não acendem;


2 – Aumentando o número de lâmpadas no circuito, o brilho de cada uma diminui.


3 – O interruptor não consegue desligar apenas uma das lâmpadas.


Nos circuitos em série só há um caminho possível para a corrente passar.

A corrente tem um caminho alternativo para o caso de uma das lâmpadas fundir.

Vantagens de um circuito em paralelo:

1 – Se uma lâmpada funde, a outra funciona na mesma;

2 – Quando se aumenta o número de lâmpadas, a luminosidade de cada uma mantém-se;

3 – O interruptor instalado no circuito principal comanda todas as lâmpadas, mas, instalado numa das ramificações, comanda apenas uma lâmpada.
Bons e maus condutores de corrente eléctrica

Bons condutores da corrente eléctrica – são aqueles que deixam passar com facilidade a corrente eléctrica.

Exemplos: os metais, grafite, soluções electrolíticas.

Maus condutores de corrente eléctrica – são os materiais que não deixam passar com facilidade a corrente eléctrica.

Exemplos: a madeira, borracha, plástico, algodão, esferovite, etc.

Corrente eléctrica

Corrente eléctrica – é um movimento ordenado das partículas com carga eléctrica.

Nos sólidos metálicos - são os “electrões livres”.

Nas soluções - são os iões positivos e negativos.

Intensidade da corrente eléctrica
A intensidade da corrente (I) – está relacionada com a quantidade de carga que passa por unidade de tempo, numa secção do condutor.
Corrente continua – simboliza-se por DC ou =. As cargas efectuam o seu movimento sempre no mesmo sentido.

Corrente alternada – simboliza-se por AC ou ~ . As cargas mudam periodicamente o sentido do seu movimento.



A figura seguinte mostra a instalação adequada para medir a intensidade da corrente da corrente num circuito com uma lâmpada.


Intensidade da corrente eléctrica em circuitos com lâmpadas em série


Nos circuitos em série, a intensidade da corrente tem o mesmo valor em qualquer ponto, isto é, a intensidade da corrente é igual em todos os receptores:

I1 = I2 = ....


Intensidade da corrente eléctrica em circuitos com lâmpadas em paralelo


Nos circuitos em paralelo, a intensidade da corrente no ramo principal é igual à soma das intensidades da corrente que percorrem várias ramificações:


I ramo principal = I1+I2+….

Diferença de potencial

Diferença de potencial (U) – é uma grandeza que se relaciona com a energia que é fornecida à cargas eléctricas, para que estas se desloquem ao longo do circuito.


A figura seguinte mostra a instalação adequada para medir a diferença de potencial num circuito com uma lâmpada.



Diferença de potencial em circuitos com lâmpadas em série

Nos circuitos em série, a diferença de potencial nos terminais do conjunto dos receptores é igual à soma das diferenças de potencial nos terminais de cada receptor:
Usérie=U1 + U2 + …



Diferença de potencial em circuitos com lâmpadas em paralelo

A diferença de potencial é igual nos terminais de todos os receptores:

Uparalelo = U1 = U2 = …


Resistência eléctrica

A resistência de um condutor (R) – é a oposição que esse condutor oferece à passagem de corrente eléctrica.

Factores que afectam a resistência de um condutor:

1- O material que o constitui.
Dependendo do material que constitui o condutor, os seus átomos estarão mais ou menos próximos, facilitando mais ou menos a passagem dos electrões livres nesse meio.


2- O comprimento do fio.
Quanto maior for o comprimento do condutor, maior será a resistência do mesmo à passagem de corrente eléctrica.


3- Área da sua secção recta.
Quanto maior for a área de secção recta de um condutor, menor será a resistência que este coloca à passagem de corrente.


Lei de Ohm: A uma dada temperatura, a resistência de um condutor filiforme e homogéneo é constante.


Os condutores óhmicos:

- têm resistência constante, a uma dada temperatura;

- obedecem à lei de ohm, U/I = constante (à temperatura constante);

- a representação gráfica de U em função de I é uma semi - recta que passa pela origem dos eixos coordenados.

Energia eléctrica


A energia eléctrica consumida por um receptor relaciona-se com a intensidade da corrente, a diferença de potencial e o tempo de funcionamento.


Potência


A potência eléctrica dos receptores:

- corresponde à energia eléctricas consumida por unidade de tempo;


- relaciona-se com a intensidade da corrente e a diferença de potencial.



7º Ano: Resumo para o 2º Teste


Processos de separação:

Para separar os constituintes de uma mistura pode-se recorrer a diferentes processos de separação. Os processos de separação permitem separar diferentes substâncias que inicialmente foram juntas, mantendo as suas propriedades características.

Processos de separação de misturas heterogéneas:

Filtração: processo que permite separar partículas sólidas que se encontram em suspensão num líquido ou numa solução. Utiliza-se um papel de filtro adequado, que permite reter as partículas sólidas, estas constituem o resíduo.
A solução que atravessa os poros do papel de filtro designa-se por filtrado.

Exemplos: Separar água e grãos de pimenta
Separar água e café moído


Decantação: processo físico que permite separar um sólido depositado no fundo de um recipiente que contém um líquido. Na decantação transfere-se o líquido de um recipiente para o outro com o auxílio de uma vareta.

Exemplo: Separar areia grossa e água.



Decantação em funil: processo que permite separar dois ou mais líquidos imiscíveis (que não se misturam), com base na diferença de densidades dos líquidos, para tal utiliza-se um funil de decantação.

Exemplo: Separar água e azeite




Centrifugação:processo que permite separar, com maior rigor, partículas sólidas de pequenas dimensões que se encontram em suspensão num líquido, por acção de uma centrifugadora (esta realiza um movimento de rotação a alta velocidade).

Exemplos : Enxofre em pó em suspensão na água
Cinza em suspensão em água

Peneiração: processo que permite separar as misturas sólidas formadas por constituintes cujos “grãos” têm diâmetros diferentes, para tal utilizam-se as peneiras.

Exemplos: Separar farelo da farinha
Separar areia de cascalho



Separação magnética: processo utilizado quando um dos componentes da mistura apresenta propriedades magnéticas, ou seja é atraído através do uso de um íman. O íman separa sólidos magnéticos dos não magnéticos.

Exemplo: Separar uma mistura de limalha de ferro e farinha;

Processos de separação de misturas homogéneas:


Ebulição do solvente: processo usado para recuperar um sólido (soluto) dissolvido numa solução, por meio da ebulição do solvente.

Exemplo: água e açúcar.


Cristalização:processo que consiste na evaporação lenta do solvente, à temperatura ambiente, permitindo a recuperação do soluto sob a forma de cristais.

Exemplo: Evaporação lenta de uma solução de Sulfato de cobre em água com formação de cristais.





Cristais de Sulfato de Cobre




Destilação simples:processo que permite separar dois líquidos miscíveis com pontos de ebulição diferentes. O líquido de menor ponto de ebulição evapora primeiro, condensando de seguida, separando-se assim do outro líquido.
Exemplo: destilação do vinho (obtenção da aguardente).


Esquema de montagem:
Destilação fraccionada: processo usado para separar dois ou mais líquidos miscíveis com pontos de ebulição muito próximos.

Exemplo: separar os diferentes constituintes do petróleo bruto nas torres petroquímicas.


Esquema de montagem:


Cromatografia: processo que permite identificar os diferentes componentes dissolvidos numa solução. Baseia-se no facto dos diferentes solutos, serem arrastados com velocidades diferentes ao longo de uma tira de papel adequado (fase estacionária), embebida numa determinada mistura de líquidos (fase móvel à qual se chama eluente).

Exemplo: separação dos diferentes componentes da tinta de um marcador.




Transformações Físicas e transformações Químicas:





Transformações Físicas:
-Ocorrem sem formação de novas substâncias, apenas se alteram algumas propriedades físicas das substâncias envolvidas.
Exemplos: rasgar uma folha de papel, serrar madeira, esmagar bolachas, quebrar um vidro, evaporação da água….


Transformações Químicas:

Ocorrem com a formação de novas substâncias, com propriedades completamente diferentes das iniciais.

Exemplos: fósforo a arder, folhas verdes a amarelecer, digestão dos alimentos, queimar madeira…


As transformações químicas podem ser provocadas por:

-Acção do calor (termólise);
-Acção da luz (fotólise);
-Acção mecânica;
-Acção da corrente eléctrica (electrólise);
-Junção de substâncias.


*Reacção Química

Reacção Química:
é outro nome que se pode dar a uma transformação química.

-Aos materiais entre os quais se dá a transformação química (substâncias que reagem) chamamos
reagentes.
-Aos materiais que se formam a partir da transformação (produtos finais) designamos por
produtos da reacção.


Esquema de uma reacção:



Exemplo:
Esquema de palavras da electrólise da água:


Nota: Entre parêntesis indicam-se os estados físicos (sólido, liquido ou gasoso) das substâncias que entram no sistema reaccional.



Energia:

A energia é só uma, embora se qualifique de várias maneiras diferentes.
Não está associada apenas à existência de actividade.
É uma propriedade de todos os corpos, que se manifesta de diferentes formas.


*Formas fundamentais de Energia:

Existem duas formas fundamentais de energia: energia cinética e energia potencial.

- Energia cinética:
é a energia que está associada ao movimento dos corpos.
Representa-se simbolicamente por
Ec.
Exemplos: moinho de vento em movimento, ciclista em movimento, ….

- Energia potencial: Energia armazenada num sistema.
Não é associada ao movimento.
Representa-se simbolicamente por
Ep.


A energia potencial pode manifestar-se de três modos.

Factores de que depende a energia cinética:
- da massa (m)
-do valor da velocidade com que o corpo se desloca (v)



Factores de que depende a energia potencial gravítica de um corpo:

- da massa
- da altura a que o corpo se encontra
.




Unidades da energia:
*Unidades Sistema Internacional (SI) : joule ( J )
*Outras unidades: caloria (cal)




*Relação entre a caloria e o joule:



Fontes Primárias e Fontes Secundárias de energia:

*Fontes Primárias de Energia: são fontes naturais directamente utilizáveis.
Exemplos: Sol, Carvão, Água, Vento, Petróleo bruto

*Fontes secundárias de Energia: são fontes que fornecem energia a partir de fontes primárias, após transformações.
Exemplos: Electricidade, Gás butano, Gasolina, Gasóleo.


- Combustíveis Fósseis:
Formam-se através da decomposição muito lenta (milhões de anos), das plantas e dos animais dando origem à formação de reservas de energia que se acumulam quer na Terra quer no mar.
O carvão, o petróleo e o gás natural são exemplos de combustíveis fósseis.


-Existem ainda os combustíveis nucleares, nomeadamente o urânio....


-Fontes de Energia Não Renováveis e Fontes de Energia Renováveis:

Fontes de Energia Não Renováveis:
- São fontes de energia que se esgotam, pois o ritmo a que são consumidas é muito superior ao tempo que a natureza necessita para repô-las.
É o caso do petróleo, do carvão, do gás natural e outros…


Fontes de Energia Renováveis:
-São fontes que estão em constante renovação, ou seja, não se esgotam e podem ser continuamente utilizadas pelo ser humano.


Alguns Exemplos:
Energia solar: Energia proveniente do sol;
Energia geotérmica:Energia proveniente do calor da Terra.

Energia das marés:Energia associada às marés.
Energia da biomassa:Energia proveniente da matéria orgânica em decomposição.
Energia hídrica: Energia associada ao movimento da água.
Energia do biogás:Energia proveniente dos detritos animais e vegetais.

Energia eólica:Energia proveniente do vento.






  • No esquema estão representados apenas alguns exemplos....